Minicurso de moda afro-brasileira

Como sabem a pesquisadora Cynthia Mariah é referência quando o assunto é MODA AFRO-BRASILEIRA. Coordenadora de estudos e pesquisas da ANAMAB (Associação Nacional de Moda Afro-brasileira) e Co-fundadora do Núcleo de Pesquisa de moda africana e afro-diaspórica, junto com Wanessa Yano.

Idealizou e ministra um minicurso sobre o tema, baseado em suas pesquisas, traçou uma linha historiografia dos principais pontos que mais influenciam as marcas que atuam esse segmento, que parte das Negras Crioulas e termina no que movimento que ela denomina como Afrofuturismo-brasileiro.

O minicurso que foi ministrado em unidades do SESC, de São Paulo e interior, nos tempos de quarentena por conta do COVID-19, adotou seu formato on-line, onde teve a experiência chegar até Berlim.

Com o intuito de democratização do conhecimento em moda e de uma reparação na história da moda brasileira contada pela na grade curricular academia, periódicos e revistas de moda, o minicurso traz pontos esquecidos e apagados do protagonismo do negro dentro de uma sociedade que criavam leis de opressão e mesmo assim obtiveram destaque fazendo um enfrentamento pelo sua estética visual.

Coleções 2016

Hoje trago nesse post um pouco do que foram minhas coleções no ano de 2016.

Trabalhei muito as questões sociais que acredito, como a Valorização Estética e de Identidade da Mulher Negra e o reconhecimento da Moda Afro-brasileira, através do resgate da minha ancestralidade, com inspirações na diversidades das artes, do design e do artesanato Brasileiro….

A primeira coleção “Yabas 86”, foi inspirada na obra da Design de moda e Grafiteira mineira Crioula, com sua cores e formas, expressando a representatividade da Mulher negra.

Abaixo podemos ver as fotos dos fotógrafos Oscar Steiner e Túlio Vidal, durante o desfile na IV ed. do P.I.M. (Projeto da comunidade de Paraisópolis Periferia Inventando Moda, idealizado pelo estilista Alex Santos e seu sócio Nilson Marcondes)

Este slideshow necessita de JavaScript.

E outro trabalho de grande destaque no ano de 2016 foi a coleção “A CARNE MAIS BARATA DO MERCADO: A da Mulher Negra”. Onde dentro do contexto social onde a MULHER NEGRA ainda se encontra como sendo a menos valorizada dentro do mercado de trabalho, sua beleza ainda sofre rejeição , quando não tratada como exótica.

A Coleção remete a ancestralidade, a evolução e a contemporaneidade de quatro gerações… De mulheres fortes e com mãos fazedoras de artes… Com o dourado da luz de um novo amanhecer, do luxo e valioso…. E o preto do luto, da elegância, da maestria, da sensualidade e do poder feminino….

Nela conto uma história que se inicia em 1927, passa por 1951, 1986 e tem continuidade em 2007….

Que venha a “CARNE MAIS BARATA DO MERCADO : A da Mulher Negra”….

Fotos de Fábio Castro e Nina Rodrigues (Manifesto Crespo) tiradas durante os desfiles de fechamento na Mostra de Criadoras em Moda: Mulheres Afro-Latina ( Idealizado pela produtora cultura Bárbara Esmenia, realizado à três anos no SESC Interlagos), na V ed. do P.I.M. e na Semana de Moda da Faculdade Anhanguéra ( Unidade Campo de Marte).

 

E agora que venham os preparativos da coleções que embalarão 2017.

Da onde ela vem?

Galeria Google

O que faz de mim assim, aventureira num mundo maluco de imaginações, cheio de fantasias. Vivo intensas emoções, gosto de desafios, de querer sempre mais, desejar o que não posso ter (talvez).

Isso faz de mim uma artista, é através das coisas que me seduzem, dos desejos e das amizades que muitas vezes tiro a minha inspiração. A música me movimenta e faz com que eu viaje, entre em transe e crie. Ela faz um mix entre sonhos e realidades.

Não quero nada, mas ao mesmo tempo quero tudo. Só que não sei ao certo o que desse tudo posso ter. Vou em frente, só assim vou saber o que me espera.

Quero descobrir o mundo, o que as pessoas tem a me oferecer nele. Talvez me mostrem muito além do que espero, ou não me mostrem nada mais do que já sei, já esperava ver.

Quero voar viver, mas sem tirar os pés do chão. Não me iludo com bobagens, não esqueço a realidade. Grito pro mundo: “– Cante pra mim os versos mais lindos!”, mas sei que não sou a única a escutá-los. Não importa, esse som me ajuda, é lúdico, torna-se até exitante, me faz sonhar ainda mais, aumenta a minha criatividade. E ai eu vou criar, criar e criar sonhos, desejos e ilusões.